Autor: Aline Fioravan

Boletim 173 / Cirurgia reparadora

Uso da terapia à vácuo em complicação de mamoplastia redutora – Relato de caso

As feridas complexas abrangendo o tecido mamário são um problema significativo em termos de eficácia de tratamento e morbidade secundária. O beneficio da terapia à vácuo na cicatrização de feridas abertas é claro, no entanto a utilização desta abordagem especificamente em complicações de cirurgia mamaria não é comum. Apresentamos um caso de infecção e deiscência de ferida após uma cirurgia de mamoplastia redutora tratado mediante desbridamento e utilização de terapia de pressão negativa com sucesso. Este curativo foi importante como adjuvante para controlar o processo infeccioso e para diminuir ao mínimo a necrose local e perda de sustância. Desta forma, manteve-se a forma natural da mama e simetrizou-se com a mama contralateral de maneira simples, dispensando a utilização de outros procedimentos com maior morbidade. Esta abordagem minimamente invasiva demostrou ser um método eficiente, seguro e que manteve os padrões estéticos neste paciente, apresentado-se como uma alternativa terapêutica válida nas complicações de cirurgia mamaria.

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