Autor: Ricardo Alberto Ventura Herrera

Boletim 172 / Seção do residente

MONOGRAFIA – Elevação da cauda do supercílio através de incisões mínimas sem endoscopia

O posicionamento dos supercílios exerce grande influência sobre a expressão e a estética facial. A ptose do supercílio é consequência do envelhecimento dos tecidos da face, porém pode ser observado em pessoas jovens de forma constitucional. Existem inúmeras variações de técnicas que estão à disposição do cirurgião plástico e que estão descritas na literatura para a correção da ptose do supercílio. Classicamente, a abordagem do terço superior da face era realizada através do lifting coronal, porém, esta abordagem apresenta várias complicações como alopécia, parestesia no couro cabeludo e maior tempo de recuperação. A procura por técnicas que fossem menos invasivas levou o cirurgião ao desenvolvimento da cirurgia videoendoscópica frontal, o que revolucionou a abordagem clássica. No entanto, esta abordagem está sujeita à utilização do endoscópio e a uma curva de aprendizado longa. Ao entender melhor a anatomia do terço superior da face e a fisiopatologia da ptose do supercílio, foi apresentada uma abordagem com incisões mínimas e que dispensam o endoscópio, ao mesmo tempo apresentando resultados tão eficazes quanto a endoscopia. No presente trabalho o autor apresenta uma revisão da literatura da anatomia da região frontal e temporal junto ao estudo fisiopatológico da ptose do supercílio, indição da cirurgia e o tratamento baseado nestes três pontos anteriores. Ao meu pai, que com seu exemplo e atitude me lembra que a luta diária e a determinação são a chave do sucesso.

Leia mais