Boletim 172

Set/Out 2015

Cirurgia estética do corpo

Considerações sobre a utilização de silicone líquido

Os autores apresentam um estudo retrospectivo sobre 36 pacientes, portadoras de inclusão de silicone líquido, provenientes de outros serviços, tecendo considerações a respeito da evolução, complicações, tipos de tratamento e resultados obtidos.

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Seção do residente

MONOGRAFIA – Elevação da cauda do supercílio através de incisões mínimas sem endoscopia

O posicionamento dos supercílios exerce grande influência sobre a expressão e a estética facial. A ptose do supercílio é consequência do envelhecimento dos tecidos da face, porém pode ser observado em pessoas jovens de forma constitucional. Existem inúmeras variações de técnicas que estão à disposição do cirurgião plástico e que estão descritas na literatura para a correção da ptose do supercílio. Classicamente, a abordagem do terço superior da face era realizada através do lifting coronal, porém, esta abordagem apresenta várias complicações como alopécia, parestesia no couro cabeludo e maior tempo de recuperação. A procura por técnicas que fossem menos invasivas levou o cirurgião ao desenvolvimento da cirurgia videoendoscópica frontal, o que revolucionou a abordagem clássica. No entanto, esta abordagem está sujeita à utilização do endoscópio e a uma curva de aprendizado longa. Ao entender melhor a anatomia do terço superior da face e a fisiopatologia da ptose do supercílio, foi apresentada uma abordagem com incisões mínimas e que dispensam o endoscópio, ao mesmo tempo apresentando resultados tão eficazes quanto a endoscopia. No presente trabalho o autor apresenta uma revisão da literatura da anatomia da região frontal e temporal junto ao estudo fisiopatológico da ptose do supercílio, indição da cirurgia e o tratamento baseado nestes três pontos anteriores. Ao meu pai, que com seu exemplo e atitude me lembra que a luta diária e a determinação são a chave do sucesso.

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Cirurgia estética da cabeça

Otoplastia com desgaste da cartilagem auricular usando agulha modificada

Descreve-se a técnica cirúrgica para o tratamento de orelhas em abano em que se disseca um segmento fusiforme de pele e do tecido subcutâneo do pavilhão auricular posterior. Se forma uma ampla bolsa ao nivel subcutâneo no pavilhão auricular anterior e vários cortes longitudinais são feitos sem realizar a transfixação da cartilagem na área que corresponde a neo anti-hélix. O descolamento cutâneo e os cortes na cartilagem são feitos com um instrumento criado pela angulação da ponta de uma agulha de 21G com 1,5 polegadas. Este procedimento consegue formar uma neo anti-hélice com bom aspecto estético e anatômico, através de abordagem cirúrgica mínima, fácil implementação e com menor ocorrência de morbidade ou de complicações.

Pablo A. Dávalos Dávalos. Cirurgião plástico. Centro de Cirurgia Plástica “Dávalos” Quito-Equador. Vocal Crânio-Maxilo Capítulo Cirurgia FILACP.

Jorge Isaac Ramirez Rivera. Cirurgião Pediátrico. Universidade Internacional do Equador. Quito-Equador.

Pablo Agustin Dávalos Dávalos. Pós-Graduação Médica. Residente em Cirurgia Plást, e Reconst. do Hosp. Militar “Dr. Carlos Arvelo “Universidade Central da Venezuela. Caracas-Venezuela.

Andres A. Dávalos Dávalos. Interno Fac de Med. Univ. das Américas, UDLA. Quito-Equador.

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Outros

Desenvolvimento de um aplicativo para planejamento das expansões de pele

Expansão da pele é um processo fisiológico definido pela capacidade da pele humana para aumentar a sua área superficial em resposta à tensão ou a uma dada deformação. Expansores de pele são sacos de silícone a serem implantados sob a pele. A pele apresentando fluência ou relaxamento, a pressão interna no expansor diminui após um determinado período de tempo, devido à deformação imposta. Expansões da pele são usadas para reconstruir as áreas queimadas, seios após uma mastectomia ou para esconder cicatrizes e defeitos. Esta técnica é geralmente realizada perto das zonas onde a pele é necessária, para proporcionar pele da mesma cor, textura, estrutura e sensibilidade como a que será removida, tal como nos casos de cicatrizes e queimaduras. No entanto, uma questão que se coloca constantemente durante a expansão da pele é se quantidade da pele obtida é suficiente ou, em outras palavras, se a expansão forneceu pele suficiente para reparar o defeito. O objetivo do presente estudo é calcular o número e tipo dos expansores de pele para assegurar que uma área adicional de pele esteja presente para alcançar a reconstrução. Assim, o aplicativo desenvolvido sugere o tipo, número e volume dos expansores de pele necessários para se obter uma quantidade adicional de pele que possa reparar uma condição médica específica. O aplicativo também determina a quantidade de pele obtida, mesmo nos casos em que a expansão não vem a termo. São analisadas expansões com expansores de pele redondos, retangulares e crescentes.

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